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MPRJ diz que federalizar caso Marielle pode prejudicar investigação

O MPRJ se posicionou de forma contrária à possibilidade de federalização da investigação do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco (PSol) e de seu motorista, Anderson Gomes. Em nota, o órgão afirma que a mudança poderia prejudicar o trabalho já desenvolvido.

 

O MPRJ considera que a federalização não “afastará a dificuldade e a complexidade do caso, que não foram superadas quando o Ministério da Justiça constituiu Força-Tarefa para auxiliar as instituições estaduais em momentos anteriores da investigação”.

 

O órgão ainda diz que o crime ainda não foi solucionado pela dificuldade do caso e pelo “profissionalismo dos executores do crime”. Dessa forma, se defende de acusações de falta de empenho na elucidação dos assassinatos.

 

A manifestação ocorre após o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmar, na segunda-feira, dia (5/1), que o governo vai avaliar a possibilidade de federalizar a investigação do caso.

Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, foram mortos em março de 2018. Até hoje a investigação não foi concluída e só foram presos os supostos executores do crime, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz.