A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou a resolução que solta o deputado Rodrigo Bacellar. A votação teve início por volta de 16h25, e a decisão de soltar Bacellar foi proclamada pouco depois das 17h. 42 deputados votaram favoráveis à soltura e 21 contra. Houve ainda duas abstenções num total de 65 deputados votantes. Quatro deputados não compareceram à sessão, além do próprio Bacellar, preso desde a semana passada na sede da Polícia Federal. Depois de uma manhã tensa, com trocas de acusações na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), os deputados votaram de forma aberta sobre o caso. Mantendo o tom da reunião demais cedo na CCJ, a sessão no plenário começou em clima tenso.
Início da sessão
Os trabalhos foram abertos pelo presidente em exercício da Casa, deputado Guilherme Delaroli (PL), que pediu ao deputado Luiz Paulo (PSD) para ler o Projeto de resolução deliberado no âmbito da CCJ que declinou e pediu que a leitura fosse feita pelo deputado Rodrigo Amorim (União), presidente da Comissão. Após a leitura do breve texto que pede a soltura de Rodrigo Bacellar, foram iniciados os discursos favoráveis e contrários ao texto. Por acordo, foram definidos três deputados para apoiar a resolução e três contrários em discursos com até 10 minutos de duração. No início da sessão quatro ausências foram notadas: Felipe Soares (União Brasil), Vinicius Cozzolino (União Brasil), Cláudio Caiado (PSD) e Dionísio Lins (PP).
A assessoria de Dionísio informou que o deputado já estava afastado anteriormente e cumpre licença médica de 15 dias, entre 4 e 18 de dezembro, para tratar de problemas coronarianos.
Nos bastidores, porém, o que gerou mais comentários foram as ausências dentro do União Brasil, partido de Bacellar. A não participação de Vinicius Cozzolino, que é um dos membros da CCJ, foi interpretada como movimento político calculado. Aliados afirmam que o deputado preferiu não se comprometer nem com a base do partido nem com articulações que vem construindo com o prefeito do Rio, Eduardo Paes. O deputado Carlos Minc (PSB) foi quem votou em seu lugar na reunião.
Segundo interlocutores, outros deputados também evitaram comparecer para não se indispor com suas bases eleitorais e, ao mesmo tempo, não criar atritos diretos com Bacellar, ainda uma figura influente na Casa.
A avaliação geral é de que as ausências foram cuidadosamente calculadas em um momento de forte desgaste político e incertezas sobre os próximos desdobramentos do caso.
Reunião na CCJ
Por quatro votos a três, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) decidiu levar ao plenário da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) o projeto de resolução para que os parlamentares se manifestem sobre a revogação ou não da prisão de Rodrigo Bacellar (União).
O deputado Rodrigo Amorim (União), presidente da comissão, comandou a sessão do colegiado. Numa reunião com troca de acusações e clima tenso, deputados chegaram a propor que uma segunda votação do plenário definisse também se, em caso de soltura, Bacellar permaneceria no comando da Assembleia. Amorim, porém, ressaltou que discutiriam apenas a constitucionalidade da prisão.
Durante a discussão sobre o projeto de resolução Rodrigo Amorim, admitiu também o receio de afrontar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A declaração foi resposta ao deputado Vitor Junior (PDT), que sugeriu que o plenário da Alerj vote duas emendas: sobre a manutenção da prisão e também do afastamento de Bacellar da presidência da Casa. A reunião da CCJ virou palco de embates e atraiu parlamentares que nem integram o colegiado.



















































